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RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
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Clique nas imagens para aumentar. CONSTITUIÇÃO POLITICA DA MONARCHIA PORTUGUEZA.LISBOA NA IMPRENSA NACIONAL. Anno 1822. In 4.º de 24x19,5 cm. Com 101 pags. Encadernação da época com lombada e cantos em pele, um pouco cansada. Exemplar da tiragem especial em grande formato. Inocêncio II, 97: 'Edição nacional e official, da qual se tiraram exemplares em papel de grande formato. Foi decretada pelas Cortes Geraes, Extraordinarias e Constituintes em 23 de Septembro de 1822, e aceita e jurada por elrei o sr. D. João VI no 1.º de Outubro do mesmo anno'. Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira VII, 504: “A nossa primeira constituição teve, pela sua origem e pela sua forma, o carácter revolucionário e rígido. A nação, pelos seus mandatários para isso especialmente eleitos, formulou as regras escritas, que deviam constituir a sua supra-legalidade constitucional. Essa primeira Constituição, de 23-IX-1822, foi discutida e votada por assembleia, eleita pela Nação, após o movimento revolucionário de 24-VIII-1820, que deflagrou no Porto, sob a chefia de Fernandes Tomás, Ferreira Borges e Silva Carvalho dali o movimento alastrou a Lisboa, onde se organizaram uma Junta Provisional do Governo Supremo do Reino e uma Junta Provisional Preparatória das Cortes. Foram principais fontes desta Constituição de 1822, as constituições da França revolucionária (1791 e 1793) e a Constituição espanhola de Cádis, de 1812. Os primeiros títulos em que ela se dividia consignava os direitos e deveres dos cidadãos portugueses. Eram considerados elementos da Nação o território, a religião, o governo e a dinastia, declarando-se que a soberania reside essencialmente em a Nação, que a exercia por intermédio dos seus representantes legalmente eleitos. A constituição de 22 foi considerada jacobina e, por isso, desde logo provocou as reacções de todos os que começavam a sentir saudades da monarquia absoluta. Paternalista, que vinha sendo exercitada entre nós, antes da infiltração das ideias vindas de França. Já em 27-V daquele ano esse movimento de reacção tivera o seu primeiro desabafo na Vilafrancada, pronunciamento militar dirigido pelo infante D. Miguel, que declarou suspensa a Constituição de 22. O rei (D. João VI) condenou num dia o movimento, mas retirou no dia seguinte para Vila Franca, onde aderiu a ele, proclamando caduca aquela Constituição. Voltou-se a um regime de absolutismo moderado, paternal, que durou até à morte do monarca. Gorada a segunda tentativa de D. Miguel, (a Abrilada) em 1824, porque D. João VI, refugiado a bordo duma nau de guerra inglesa surta no Tejo, sob a protecção do corpo Diplomático acreditado em Lisboa, repudiou o golpe de Estado e condenou o infante ao banimento, desterrando-o para Viena. Pela morte do monarca, abre-se a querela da sucessão ao trono, que foi, cumulativamente entre nós, uma sangrenta luta de regimes políticos. O primogénito do rei defunto, o príncipe D. Pedro fora aclamado imperador do Brasil mas, alegando os seus direitos de primogenitura para efeitos de sucessão ao trono, outorgou aos Portugueses a Carta Constitucional de 1826, ao mesmo tempo abdicava os seus direitos em sua filha D. Maria da Glória. Para sanar de vez a questão dinástica, reconhecia-se D. Miguel como regente do reino, depois de ter celebrado esponsais com a rainha sua sobrinha. Jura a Carta Constitucional e convoca as Cortes, não segundo aquela mas à moda antiga dos Três Estados (clero, nobreza e povo) as Cortes proclamam-no rei absoluto de Portugal. O novo estado de coisas dura de 1828 até 1834. Este período de realeza miguelista foi cortado por tentativas juguladas de restabelecer a Carta e por fim por uma guerra civil. Com o triunfo dos constitucionalistas e o novo e definitivo banimento de D. Miguel. Entra desde então em pleno vigor a Carta Constitucional de 1826.”
Referência: 1112CS029
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