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RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
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Clique nas imagens para aumentar. VELASCO DE GOVEIA, Francisco. IVSTA ACCLAMAÇÃO DO SERENISSIMO REY DE PORTVGAL DOM IOÃO O IV.TRATADO ANALYTICO. Diuidido em três partes. ORDENADO, E DIVVLGADO EM nome do mesmo Reyno, em justificação de sua acção. COMPOSTO PELO DOVTOR Francisco Velasco de Gouueia. EM LISBOA. Na Officina de LOVRENÇO CDE ANVERES. Anno 1644. In fólio de 29,5x20 cm. com [xxii], 456 pags. Encadernação da época inteira de pele com ferros a seco nas pastas. Ilustrado com magnifico frontispício gravado com o retrato de D. João IV ao centro. Folha de rosto impressa a duas cores. Exemplar com assiaturas de posse coevas rassuradas na folha de rosto, vestigios de humidade e de trabalho de traça junto ao pé dos primeiros fólios. Inocêncio III, 77 e IX, 388. “FRANCISCO VELASCO DE GOUVÊA, Doutor e Lente da Faculdade de Canones pela Univ. de Coimbra, Arcediago de Villa-nova da Cerveira no arcebispado de Braga, Desembargador aggravista da Casa da Supplicação de Lisboa, etc. Foi filho de outro insigne jurisconsulto Alvaro Vaz, ou Velasco, e natural de Lisboa; baptisado na freguezia de S. Nicolau. M. na mesma cidade em 1659, com mais de 79 annos de edade. Além do pouco que da sua biographia se lê na Bibl. Lus., ha uma circumstancia notavel, que Barbosa omittiu, mas que vem referida por D. Nicolau Fernandes de Castro a pag. 1074 do Portugal Convenzida, e é que no anno de 1636 fôra preso pela Inquisição, e sahira reconciliado no auto da fé por culpas de judaismo. Justa acclamação do serenissimo rei de Portugal D. João o IV: Tractado analytico dividido em tres partes: ordenado e divulgado em nome do mesmo reino, em justificação de suas acções. Lisboa, por Lourenço de Anvers 1644. fol. com um frontispicio gravado a buril, e n'este o retrato do sobredito rei. Sahiu tambem esta obra traduzida em latim pelo proprio auctor, e se imprimiu: Lisboa, na mesma Offic. 1646 fol. Do original portuguez se fez segunda edição correcta. Lisboa, Typ. Fenix, beco de Sancta Martha n.º 123. 1846 8.º gr. de XI 632 pag. Por assento tomado a 30 de Abril de 1767, e assignado por varios ministros e lentes da Universidade de Coimbra, de ordem do Marquez de Pombal, e sob a sua influencia, se julgou e decidiu contra o voto e opinião geral de mais de um seculo, que o livro Justa Acclamação não era do doutor Velasco, por não ser a sua doutrina conforme á solida sciencia que este jurisconsulto manifestára em outras obras por elle escriptas: e ahi vem qualificado o mesmo livro de informe, absurdo e ignorante! Vej. a este respeito a Deducção Chronol. e Analytica, parte 1.ª, divisão XII, desde o § 657 em diante. Assim se pretenderam impugnar os principios consignados neste livro (cuja fabricação se attribuiu então aos jesuitas) com respeito à soberania nacional, invocada pelas côrtes de 1641, para legalisar e justificar a escolha de D. João IV para rei, e a exempção do dominio de Castella. A primeira edição da obra tornou-se mais rara depois do referido assento, porque o marquez mandou recolher e inutilisar todos os exemplares que pôde haver á mão. Alguns, que depois appareceram no mercado, chegaram a vender-se por 2:400 réis, ou ainda por mais. A existencia da nova edição, e outras causas têem feito diminuir este valor, e creio que não excedem hoje a 1:600 réis. - FRANCISCO VELASCO DE GOUVÊA (v. Dicc., tomo III, pag. 77 a 79). Sahiu penitenciado pela Inquisição no auto da fé celebrado em Coimbra a 17 de Agosto de 1631, e não em 1636 como diz erradamente D. Nicolau Fernandes de Castro. Tambem eu me enganei, quando disse que, o livro Perfidia de Alemania (n.º 1907) tem no principio a mesma gravura, isto é, o retrato de D. João IV, que anda no outro livro do mesmo auctor Justa Acclamação: pois confrontando esses retratos são manifestamente diversos. Caso notabilissimo, e que merece especial commemoração é, que em 1867 no leilão da livraria Gubian foi arrematado um exemplar da Perfidia de Alemania por 31$000 réis. Custaria a acreditar a quem o não visse!” Referência: 1112CS035
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