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RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
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Clique nas imagens para aumentar. VIDA | DA SERVA DE DEOS | SOROR IZABEL DO MENINO JESUS | [ MANUSCRITO - SÉC. XVIII ]ABBADEÇA QUE FOY DO MOSTEIRO DE N. MADRE SANTA | CLARA DE PORTALEGRE. | Escripta pela mesma Veneravel Religiosa, de mandado | de seus Padres Espirituais, com outros tratados Mysticos, | pratica para o interior das Religiosas do mesmo Convento | em que se encontram as muitas merces, que Deos lhe fez | em ordem a Salvação das Almas, .como ingénua e humildemente (+) [Confesso] nestes seus escriptos que por sua morte | Legou ao Superior da Provincia dos Algarves | (…) de N. P. S. Francisco de que foi filha e Subdita | Vão também as suas Cartas | E no Prologo de (…) | da sua preciosa morte. | Dado a Lús | Pelo M. R. P. Frei Martinho de S. Jozé Pregador Ju | bilado, e Provincial actual da mesma Provincia dos Al | garves, que também foi Confessor desta Serva de Deos. | In fólio (de 30x22 cm) com (i), 172 numeradas na época (sobre numeração anterior). Encadernação da época em pergaminho flexível com vestígios de atilhos e o título manuscrito em super-libris: “Vida da venerável M[adre] Izabel do Menino Jezus Falecida em 5 de Outubro de 1752'. Manuscrito redigido a duas mãos: a primeira mão apenas redigiu a folha de rosto; a segunda mão firme e regular - em caligrafia do início do século dezoito – redigiu a totalidade do corpo do manuscrito. Fólios apresentam restauro e recolocação dos cadernos na época. Posterior trabalho de traça com galerias nos restauros e em alguns pontos dos fólios sem perda de texto. Conhecida a edição da “Vida da Serva de Deos Soror Isabel do Menino Jesus” impressa por Joseph da Costa, em Coimbra, em 1757, i. e. ,5 anos após a morte da autora. As badanas de papel que acrescentam texto, coladas marginalmente com lacre, sugerem tratar-se do manuscrito original, visto tratar de uma técnica usual nos acréscimos de texto realizada pelos próprios autores. A obra impressa em 1757 segue ipsis verbis o texto da folha de rosto deste ms. até ao ponto da palavra “Almas,.”; sendo o seguinte texto diverso. No presente ms. o texto é “dado à luz” pelo Padre Frei Martinho de S. José; enquanto que na edição impressa o texto “é disposto pelo” Padre Frei Martinho de S. José, sendo “dado à luz” pelo Padre João Evangelista da Cruz e Costa. Possivelmente será o mesmo texto ms. utilizado para a composição de imprensa, encontram-se distribuídos na margem do texto as numerações referentes aos parágrafos. A primeira página de texto coincide, também ipsis verbis, no manuscrito e no impresso, dando-nos a justificação da obra e também a autenticidade do próprio manuscrito. Assim escreve a autora: 'Aº Rmo. Pe. Provincial. Nam ha vida que não morra, nem Morte que nam tivesse Vida. A Vida de M. Isabel do Minino Jesus, Religiosa do Convento de Sta. Clara de Portª, depois de medida no pó da terra nam podia dizer qual foiy a sua vida, e pª Memoria dela, vai escrita de mão Própria...' Inocêncio VI, 155: 'Frei Martinho de S. Jozé, Franciscano da provincia dos Algarves, na qual foi Provincial. Ignoro as demais circumstancias que lhe dizem respeito, e o mesmo aconteceu ao abbade Barbosa, que nem ao menos teve conhecimento da obra seguinte, por elle composta, ou publicada, e da qual eu conservo um exemplar: 1492) Vida da serva de Deus Soror Isabel do Menino Jesus, abbadessa que foi do mosteiro de Sancta Clara de Portalegre. Escripta pela mesma veneravel religiosa de mandado de seas padres espirituaes, com outros tractados mysticos… e algumas cartas suas espirituaes. Disposta pelo M. R. P. Fr, Martinho de S. José, etc. e dada á luz pelo P. João Evangelista da Cruz e Costa. Lisboa, por José da Costa Coimbra 1757. Com um retrato da serva de Deus, gravado por Le Bouteux. O meu amigo Rodrigues de Gusmão me escreve em carta do mez passado, dizendo conservar alguma idéa de que esta Vida fôra depois prohibida pela auctoridade civil ou ecclesiastica. E accrescenta: «Se o não foi, bem o merecia! É pelo menos a impressão que me deixou a sua leitura». Segundo o Padre Anacleto Martins: “Deixou-nos alguns dados sobre a sua vida e descreveu-nos as suas experiências místicas com revelações, sobre cuja autenticidade a Igreja, oficialmente, nunca se pronunciou, mas que, nem por isso deixam de ter interesse até como expressão da mentalidade de uma época, embora não só, mas, sobretudo, em referência ao ambiente da vida conventual”. Soror Isabel do Menino Jesus era natural de Marvão, constando na obra uma referência à sua terra natal, o desgosto de aí ter primeiro servido ao mundo, antes de se consagrar a Deus, e indicando ainda quem foram seus pais. Referência: 1302JC166
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