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RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
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Clique nas imagens para aumentar. MELO E CASTRO. (Eugénio de) OPERAÇÃO 1.Organização de E. M. de Melo e Castro. Edição dos autores. Lisboa. 1967. Composição e impressão na Tip. do Jornal do Fundão. 51,5x37 cm. 25 folhas em capa própria, cartonada e com relevo, sendo que a capa de cada exemplar da tiragem tem um relevo diferente. 2 Cartazes – António Aragão. Alfabeto estrutural (8 fases de desenvolvimento 1 ideograma) – Ana Hatherly. 10 sintagmas – E. M. de Mello e Castro. 9 homeóstatos – José Alberto Marques. 4 epithalamia – Pedro Xisto. Capas de João Vieira. Organizado por E. M. de Melo e Castro a obra junta os principais autores da poesia experimental portuguesa num trabalho de investigação de signos e estruturas linguisticos, exemplificados numa dimensão predominantemente visual. De acordo com Roland Barthes existem três tipos de signos, que implicam três tipos de relação. Simbólica, paradigmática e sintagmática. Os trabalhos de António Aragão são recolhas de signos paradigmáticos provenientes de diversas esferas de significação. Ana Hatherly propõe um alfabeto sem chave, partindo de uma forma geométrica elementar e construíndo um sistema segundo um método combinatório e serial. Melo e Castro parte de formas geométricas simples, sem nenhuma carga simbólica, e analisa-as segundo um sistema de coordenadas verticais e horizontais, demonstrando um dos princípios básicos do método de investigação estruturalista. José Alberto Marques parte de um verso considerado como sintagma decompondo-o segundo leis gráficas, obtendo-se na página em branco uma síntese visual e uma pluralidade de leituras. Pedro Xisto propõe simbolos compósitos que podem funcionar simultaneamente no nível literário, através da chave fornecida para cada um, ou apenas no nível visual, gráfico. “O Movimento da Poesia Experimental portuguesa caracteriza-se essencialmente pela contestação da crítica literária vigente, denunciando a inadequação da crítica aos novos materiais do poema. Por, outro lado, encontra na repressão política generalizada que então se vivia no país, as origens do desfasamento dessa mesma crítica às práticas poéticas. Deste modo, a poesia experimental, como os seus principais autores não se cansam de mostrar e insistir, precisou de se apoiar numa teorização da sua prática poética. As teorias do texto e da comunicação dos anos 60 foram, neste sentido, fundamentais, verificando-se nos autores um conhecimento profundo da teoria da informação, da semiótica, ou do estruturalismo, mas deixando-se ao mesmo tempo impressionar pela utilização criativa da tipografia, e da publicidade. Outra das razões que poderá ter conduzido à ostracização do Movimento da Poesia Experimental nos anos 60 foi o facto de o clima literário português estar, nessa altura, controlado pela tendência onírico-psicologista dos poetas de cariz surrealista. A rejeição inicial do Surrealismo por parte dos poetas concretistas poderá de facto ter originado uma impressão negativa generalizada, uma vez que o Surrealismo é uma tendência dominante e visível na literatura portuguesa contemporânea. No entanto ao contrário dos interesses subjectivistas dos surrealistas, os experimentalistas centram a sua atenção na palavra como valor humano e substantivo. Também a prevalência da noção de autor e individualidade dos surrealistas é substituída pelos experimentalistas por uma preocupação com o processo de criação e leitura do poema.” In Apresentação da Poesia Experimental Portuguesa por Rui Torres em 2005. Referência: 1510NM004
Local: Pedro Nunes Indisponível Caixa de sugestões A sua opinião é importante para nós. Se encontrou um preço incorrecto, um erro ou um problema técnico nesta página, por favor avise-nos.
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