RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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GRAVURAS SÉC. XVIII – TERRAMOTO / EARTHQUAKE 1755.

- PEDEGACHE, Miguel Tibério & Jacques Philippe Le Bas. COLLEÇAÕ De algumas ruinas de Lisboa causadas pelo terramoto e pelo fogo do primeiro de Novembro. do anno 1755. Debuxadas na mesma Cidade por MM. Paris et Pedegache E abertas ao boril em Paris por Jac[ques] Ph[ilippe] le Bas. RECEUIL Des plus belles ruines de ruines de Lisbonne causées par le tremblement et par le feu du premier Novembre 1755. Dessiné sur les lieux par MM. Paris et Pedegache. Et Gravé à Paris par Jac[quês] Ph[ilippe] le Bas premier Graveur du Cabinet du Roy en 1757. Avec Privilege du Roy. Se vend á Paris chez Jac. Franc. Blondel Architecte du Roy rue de la Harpe pres celle des Cordeliers, chez Jac. Ph. Le Bas Graveur du Roy rue de la Harpe, et bches la Veuve Chereau rue S. Jacques aux deux Pilliers d’or près la rue des Noyers. PARIS. 1757.

In folio oblongo [33,5x50,5 cm] com 7 fólios [1 folha de rosto e 6 gravuras].

Encadernação do século xx em pele sintética com ferros a ouro na lombada; as esquadrias das pastas; e título sobre a pasta anterior. Exemplar colorido da época e completo, com as gravuras encadernadas pela ordem inversa (da nº 6 para a Nº 1), com legendas e francês e português, nomeadamente: Gravura 1: Torre de S. Roque . - Gravura 2: Igreja de S. Paulo . - Gravura 3: Basílica de Santa Maria . - Gravura 4: Casa da Ópera . - Gravura 5: Igreja de S. Nicolau . - Gravura 6: Praça da Patriarcal.

A folha de rosto executada em uma gravura em chapa de metal com o título. enquadrado em cercadura ornamentada e colorida manualmente. (Nota: exemplar da BNP / Portugal não é colorido)

Primera edição francesa (existe mais outra edição inglesa, e outra edição holandesa).

Obra de grande qualidade e belo acabamento tipográfico, apresentando as gravuras e a folha de rosto finamente coloridas à mão com belas aguarelas, que conservam a frescura e a apresentação da época, e realçam os pormenores em profundidade gráfica.

A precisão com que foram desenhados, gravados e coloridos todos os detalhes que nos mostram avançado estado de crescimento da vegetação sobre as ruínas e os restauros já efectuados nos edifícios que não colapsaram; permite-nos afirmar que a recolha das imagens foi efectuada cerca de 2 anos depois do Terramoto, na Primavera de 1757.

O Terramoto de 1755 ocorreu no dia 1 de novembro de 1755, resultando na destruição quase completa da cidade de Lisboa, O sismo foi seguido de um maremoto (tsunami) que se crê tenha atingido a altura de 20 metros - e de múltiplos incêndios, tendo feito certamente mais de 10 mil mortos (há quem aponte muitos mais). Foi um dos sismos mais mortíferos da história. Os sismólogos estimam que o sismo de 1755 atingiu magnitudes entre 8,7 a 9 na escala de Richter. O terramoto de Lisboa teve um enorme impacto político e socioeconómico na sociedade portuguesa e europeia do século XVIII, dando origem aos primeiros estudos científicos do efeito de um sismo numa área alargada, marcando assim o nascimento da sismologia moderna. O acontecimento foi largamente discutido pelos filósofos iluministas entre os quais Voltaire.

Inocêncio 6, 250: MIGUEL TIBERIO PEDEGACHE BRANDÃO IVO (v. Dicc., tomo VI, pag. 249). Tem genealogia e brazão de armas na obra do sr. visconde de Sanches de Baena, a pag. « Poucas vezes se encontra de venda esta collecção, que vem accusada no Dictionn. Hist. Artistique do sr. C. Raczynski, a pag. 217 e 218». MIGUEL TIBERIO PEDEGACHE, natural, ao que parece, de Lisboa, e diz se que de familia oriunda da Suissa. N., segundo o que posso conjecturar, pelos annos de 1730. Seguindo a vida militar chegou ao posto de Coronel do segundo regimento de infanteria da praça de Elvas, que era em 1791, como se vê do frontispicio de uma de suas obras abaixo mencionada. Pela confrontação dos Almanachs de Lisboa não deve restar duvida de que deixára de existir em 1794; affirma se que falecêra em Setubal das consequencias de uma quéda, tendo se precipitado de uma janella, quer por acto voluntario, quer por accidente fortuito ou desastre inopinado. Foi homem dotado de bom ingenho, muito estudioso, e não menos versado nas sciencias proprias da sua profissão que no conhecimento das bellas letras ou da litteratura amena. Cultivou tambem com algum successo a poesia, como tudo se evidencêa pelas obras que nos deixou. Querem alguns que elle fosse membro da Arcadia Ulyssiponense; porém quanto a mim essa affirmativa carece de confirmação. Da sua vida existem pouquissimas memorias; Barbosa não diz d'elle uma palavra; e uma breve commemoração que a seu respeito escreveu J. M. da Costa e Silva no Ramalhete, tomo III (1840), a pag. 358, mais parece fundada em tradições vagas e confusas, que em documentos ou noticias auctorisadas.

Duarte de Sousa 1, 532

Ernesto Soares, História da Gravura Artistica em Portugal, pa. 354-355: « LE BAS, gravador e desenhador nascido em Paris em 2 de Julho de 1707. Manejou com a mesma pericia o buril e a ponta, abrindo numerosas chapas a água forte. Foi discipulo do célebre gravador Antoine Herisset, cultivou o género histórico abrido muitas estampas de asunto religioso e algumas paisagens. Para Portugal gravou, segundo desenhos de Paris & Pedegache a célebre colecção das ruínas do terramoto muito frequente no mescado, aberta expressamente em Paris para aqui ser distribuida pouco depois do cataclismo. -1241 - Ruinas do Terramoto - Album contendo seis estampas abertas a água-forte, numeradas e servindo-lhes de frontispicio, também gravado, um emolduramento rectangular ornamentado ao baixo, com os dizeres: Collecção [etc] Todas as estampas contêm inscrição bilingue, em português à esquerda e francês à direita e são assinada. Na colecção V. S. existe uma série sem frontispicio, colorida à mão, do mesmo desenho, sem subscrição e com a legenda em 3 linguas, série que vem reproduzida na General History of Europe, par Prattent, gravador inglês. [...] Na obra Hedendaachsche Historie Tegenwordige staat van Spanien en Portugal, Te Amsterdam by Isaac Tirion 1759 [,,,] As legendas estão em holandês».

 In oblong folio. 33,5x50,5 cm. 7 folios [1 frontispiece and 6 engravings].

20th. Century binding in synthetic skin gilt at spine, board frames, and title on front board.

Contemporary coloured and complete with the engravings bound on opposite order (from 6 to 1) and captions in French and Portuguese. The frontispiece has the title inside an ornamental hand painted frame (Note: copy in Portuguese National Library is not coloured).

All the details, drawn, and painted with extreme precision, show an advanced growth of vegetation over the ruins, and some restorations on the buildings that have not collapsed, allow us to state that the collection of the images must have been made about 2 years after the earthquake, in the spring of 1757.

The earthquake of 1755 occurred on November 1, 1755, resulting in almost complete destruction of the city of Lisbon. The earthquake was followed by a tsunami believed to have reached the height of 20 meters, and multiple fires. It made more than 10,000 dead (there are those who point many more). It was one of the most deadly earthquakes in history. Seismologists estimate that the 1755 earthquake hit magnitudes between 8.7 and 9 on the Richter scale. The Lisbon earthquake had an enormous political and socioeconomic impact on Portuguese and European society in the 18th century, giving rise to the first scientific studies of the effect of an earthquake on a wide area, thus marking the birth of modern seismology.

 


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Referência: 1703JC014
Local: M-11-D

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