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RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
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Clique nas imagens para aumentar. MANUSCRITO - DAMNATIO CONCILII PISTOYAE, 1794.Ex manuscriptis FDS [ou C?] Monachi Benedictini. De 19,4x11,8 cm. Com [ii], 1, [i em br.], 2 – 75 págs. Brochado. Capa em papel de fantasia da época, com rótulo de papel com o título escrito em letra coeva colado na capa anterior. Manuscrito sobre papel de linho avergoado, em letra pequena e muito legível, com o texto justificado por esquadrias a lápis, nas margens, à cabeça e no pé. [A numeração das páginas, também manuscritas, encontra-se ao canto superior das folhas.] As páginas preliminares contêm a folha de rosto e a página número 1 inclui a transcrição da folha de rosto da edição impressa. Depois de uma página em branco, seguem-se as páginas 2 a 75 com a cópia manuscrita da Bula Auctorum Fidei do papa Pio VI, de 28 de Agosto de 1794, que condenou as conclusões do Sínodo de Pistoia, declarando que 7 teses eram heréticas e 78 erróneas e falsas. Proveniente da Biblioteca do Cardeal Saraiva, trata-se de uma cópia da edição impressa - Romae, 1794, Ex Typographia Rev. Camer. Apostolicae. Nesta época era comum serem feitas cópias manuscritas dos livros impressos, devido ao preço e à raridade destes, e para facilitar os estudos dos investigadores. O facto de as conclusões do Concílio de Pistoia terem sido condenadas terá também contribuído para a circulação de cópias manuscritas desta obra — algo especialmente atraente para o cardeal Saraiva, que desenvolveu uma carreira política como apoiante da revolução liberal. O Sínodo de Pistoia foi reunido por Scipione de Ricci, Bispo de Pistoia e Prato, entre 19 a 28 de Setembro de 1786, sob a influência do Grão Duque da Toscana, Pedro Leopoldo, que viria depois a ser Imperador da Áustria. O sínodo foi de curta duração, pois os seus trabalhos limitaram-se à aprovação de decretos preparados anteriormente. Scipione de Ricci tinha como objectivo estabelecer uma Igreja nacional contrária ao primado do Papa, em que a religiosidade, as formas de devoção, o culto dos santos e o significado dos sacramentos seriam fortemente reprimidos ou eliminados. As ordens religiosas seriam igualmente eliminadas. Era uma protestantização da Igreja Católica corrente, que tem mantido sempre uma influência subterrânea até aos nossos dias. Frei Francisco de São Luís Saraiva (Ponte de Lima, 1766 - Lisboa, 1845) é hoje relembrado pelos seus estudos sobre a história e a língua portuguesa, destacando-se naqueles que dedicou aos descobrimentos portugueses. Foi clérigo da Igreja Católica e subiu na sua hierarquia até aos mais elevados cargos, enquanto paralelamente se tornou mação, com o pseudónimo Condorcet, e integrou o Sinédrio, que preparou a Revolução de 24 de Agosto de 1820. Referência: 2202PG006
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