RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
 
 

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QUEVEDO E CASTELO BRANCO. (Vasco Mousinho de) AFFONSO AFRICANO, [3.ª EDIÇÃO]

Poema heroico da presa d’Arzilla, e Tanger, dirigido a D. Alvaro de Sousa, capitão da guarda alemãa de sua magestade, &c. Autor Vasco Mausinho de Quebedo, natural de Setubal. Nova edição. Na Typographia Rollandiana. Lisboa. 1844.

In 8.º de 16x11 cm. Com [xii], 303 págs. Encadernação da época inteira de pele com ferros a ouro na lombada.

Exemplar com ex-libris e cota da família Valdez de Moura Borges na pasta anterior.

Esta é a terceira edição, que reproduz o prólogo do autor presente na primeira, publicada em Lisboa em 1611, e omitido da segunda edição, de 1786, assim como as autorizações da primeira edição.

Afonso Africano é uma das principais obras de Quevedo e Castelo Branco — poema épico ao gosto d’Os Lusíadas. Segundo Manuel de Faria e Sousa e Almeida Garrett, esta obra é considerada uma das melhores no seu género. Embora partilhe muitas semelhanças, nomeadamente a nível formal, com o épico de Camões, destaca-se pela mudança estilística e ideológica (marcada pela Contra-Reforma), através da recorrência à alegoria moral e religiosa — é relatado o cerco a Arzila e a conquista de Tânger por D. Afonso V, ação que é transfigurada na conquista da cidadela da sua própria alma. Inspirado em sonhos por uma donzela, a Fé, o protagonista força cinco portas, que representam os cinco sentidos, mediante a luta entre cavaleiros cristãos e mouros, cujos emblemas representam outras tantas virtudes ou vícios opostos.

Vasco Mousinho de Quevedo e Castelo Branco (ca. 1570, Setúbal – ca. 1619) foi um poeta português, incluído no movimento do maneirismo, formado em Direito Canónico e Civil pela Universidade de Coimbra.

 In octavo. 16x11 cm. [xii], 303 pp. Contemporary full leather binding with gilt tools on spine.

Copy with ex-libris and shelf mark of the Valdez de Moura Borges family library on the front pastedown.

Third edition, which reproduces the author's prologue present in the first, published in Lisbon in 1611, and omitted from the second edition of 1786, as well as the authorisations from the first edition.

Afonso Africano is one of the main works of Quevedo e Castelo Branco - an epic poem in the style of the Lusíadas. According to Manuel de Faria e Sousa and Almeida Garrett, this work is considered one of the best of its kind. Although it shares many similarities, particularly on a formal level, with Camões' epic, it stands out for its stylistic and ideological change (marked by the Counter-Reformation), through the use of moral and religious allegory. The siege of Arzila and the conquest of Tangier by King Afonso V are recounted, an action that is transfigured into the conquest of the citadel of his own soul. Inspired in his dreams by a maiden, Faith, the protagonist forces five gates, which represent the five senses, through a struggle between Christian and Moorish knights, whose emblems represent so many other opposing virtues or vices.

Vasco Mousinho de Quevedo e Castelo Branco (ca. 1570, Setúbal - ca. 1619) was a Portuguese poet, part of the Mannerist movement, who graduated in Canon and Civil Law from the University of Coimbra.

Referências/References:

Inocêncio VII, 409, 33; XX.

Bibliotheca Lusitana III.


Temáticas

Referência: 2305SB004


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