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RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA. |
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Clique nas imagens para aumentar. COSTA AÇA. (Francisco Zacarias de Araújo da) CAÇADAS PORTUGUEZAS.Paizagens – Figuras do campo. [Por] Zacharias d’Aça. Secção Editorial da Companhia Nacional Editora. Lisboa. 1898. De 22x15 cm. Com 280, [ii] págs. Encadernação inteira de tela encerada azul, com gravações a ouro na lombada. Ilustrado com retrato do autor em extratexto, em face da folha de rosto, sobre papel couché. Ornamentado com cabeções tipograficos. Exemplar com pequenas manchas de humidade na pasta anterior e tem junto dois recortes de jornais com artigos de Rocha Martins intitulados «Figuras Contemporanesas - Zacarias de Aça: Das Caçadas à capa e Espada». Impresso na Typographia da Companhia Nacional Editora. No prefácio o autor afirma que o seu livro: «… o anima o espírito da nossa terra – fala de coisas portuguezas.», que tem na maior parte caracter autobiográfico, refere a alegria dos caçadores, os «enthusiasmos e os arroubos da paixão… do nascer ao por do sol sentimo-nos outros – estamos em contacto intimo com a natureza». A obra insere-se na tradição literária portuguesa ligada ao mundo rural, à caça e aos costumes campestres. O subtítulo da obra Paisagens e figuras do campo ajuda-nos a perceber o seu caráter. Não é apenas um manual de caça, mas também um conjunto de descrições literárias da vida rural portuguesa, das paisagens naturais e dos tipos humanos associados ao campo no final do século XIX. Do ponto de vista histórico a obra é valorizada como testemunho da cultura venatória portuguesa, documento social sobre o Portugal rural oitocentista, pelo estilo descritivo e pela atenção à paisagem. Inclui um capítulo sobre Bulhão Pato e relata caçadas em locais que hoje estão quase todos urbanizados, como Carnaxide. Francisco Zacarias de Araújo da Costa Aça (1839-1908), foi um erudito, um caçador emérito, um escritor vernáculo e cavaqueador infatigável, filho de um militar, Zacarias D’Aça. Profissionalmente, foi 2.º oficial da Direcção Geral d’Instrução Pública; leccionou durante 14 anos no Colégio Luso-Brasileiro, foi sócio efectivo do Grémio Artístico e Académico, sócio de mérito da Academia Real de Belas Artes, exerceu com a maior competência o cargo de bibliotecário. Dedicou-se a assuntos históricos, cinegéticos, à arte e investigação deixando vasta obra publicada, teve contacto com Castilho, Herculano, de quem herdou qualidades literárias. Prosador de finas e poderosas faculdades, teve singeleza e colorido, elegância e individualidade. Para além de colaborador em esparsos periódicos da época Occidente, Tiro Civil, Tiro e Sport, A Caça, foi também fundador e director literário do primeiro periódico de caça Jornal dos Caçadores, 1875. Também preparou e publicou obras onde o prazer da caça sempre teve lugar destacado, como sucedeu em 1883 com o Almanach dos Caçadores, que incluía preciosas informações e conselhos úteis. Em 1899 publica Caçadas Portuguesas. Em 1907 já bastante doente, ainda publicou Lisboa Moderna, onde trata de assuntos para além do prazer da caça, ainda assim pintando com toda a sua mestria uma boa meia dúzia de episódios de caça. Referências: Referência: 2605RS132
Local: SACO RS840-05 Caixa de sugestões A sua opinião é importante para nós. Se encontrou um preço incorrecto, um erro ou um problema técnico nesta página, por favor avise-nos.
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