RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS, QUADRO A ÓLEO PINTADO SOBRE MADEIRA.

     
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SÁ DE MENESES. (Francisco de) MALACA CONQVISTADA

POEMA HEROICO POR FRANCISCO DE SAA DE MENEZES. ANTIGAMENTE Impresso: agora reformado. OFFERECIDO A Real Magestade de el Rey Dom AFFONSO VI. Nosso Senhor. EM LISBOA. Com todas as licenças necessárias. Por Paulo Craesbeeck, anno 1658.

In 8º de 19x13,5 cm. com [xii], 396 págs.

Encadernação da época em pergaminho flexível com o título manuscrito na lombada e com atilhos apenas na pasta posterior.

Apresenta oxidação natural do papel utilizado na impressão. Carimbo oleográfico de posse na folha de rosto e assinatura de posse no pé da folha de rosto: «Ferrão».

As páginas preliminares inumeradas incluem uma dedicatória ao Rei D. Afonso VI, Ao Leitor, Licenças de 1655 a 1658, as peças em verso em louvor do autor já incluídas na 1ª edição e as erratas.  

Segunda edição. Valiosa obra clássica da literatura portuguesa e importante fonte para a história das conquistas portuguesas no Oriente, cuja primeira edição foi publicada em 1634. Foi traduzida para inglês em 1970.

Esta 2ª edição é a mais importante das três edições publicadas até hoje, pois reflete a última versão do texto alterado pelo autor. O poema, que na 1ª edição tinha 1250 oitavas, nesta segunda edição passou a ter 1339 oitavas além de alterações em muitos versos e nos argumentos em verso de cada canto. Knowlton, tradutor da versão inglesa desta obra e estudioso da cultura e história portuguesa, publica um estudo em 1992 onde demonstra que o autor com essas alterações acentua as características barrocas do poema.

A intenção do autor ao publicar esta 2ª edição foi incentivar o Rei D. Afonso VI a reconquistar Malaca, que estava nas mãos dos Holandeses desde 1641. 

Também segundo Knowlton, o autor terá tido acesso a informações sobre a Conquista de Malaca em 1511, que não constam de mais nenhuma outra fonte disponível, através de memórias conservadas pela sua família sobre antepassados que participaram na conquista. 

Malaca tem ainda hoje uma aura mítica (um dos grandes feitos de armas de Afonso de Albuquerque) e uma forte ligação a Portugal, apesar de ter sido ocupada por holandeses e ingleses. Nela existe uma comunidade de descendentes de Portugueses, com uma língua própria baseada no português antigo e forte ligação a Portugal.   

 In 8º Dim.: 19x13.5 cm. [xii], 396 pps.

Binding: Contemporary flexible parchment. Handwritten title on spine and clasps on the lower board.

Natural foxing due to the paper which was used. Ownership stamp on title page and ownership signature at the bottom of the title page: “Ferrão”.

The first unnumbered pages include: Dedication to His Magesty King Afonso VI, To the Reader, Licences from 1655 to 1658, poems praising the author, which are already included in the first edition, and errata.

Second edition. Valuable classic work of the Portuguese literature and an important source for the history of the Portuguese conquests in the Far East, first published in 1634. It was translated into English in 1970.

This second edition is the most important of three published until now, since it reflects the last version of the text changed by the author. The poem, which in the first edition had 1250 octaves, in this second edition has 1339, and also includes changes in many verses and the summaries in verse in each “canto”.

Knowlton, translator of the English version of this work and a scholar of Portuguese literature and history, published in 1992 a study where he shows that the author has enhanced the baroque characteristics of the poem with these changes.

The intent of the author, when publishing this second edition, was to encourage King Afonso VI to retake Malaca, which had been occupied by the Dutch since 1641.

Also, according to Knowlton, the author had access to information about the Malaca conquest in 1511, not available from any other source, through memorabilia from his ancestors, who took part in the conquest, kept by his family.

Malaca has, till today, a mythical aura (one of the great feats of Afonso de Albuquerque) and a strong connection to Portugal, although it has been occupied by the Dutch and the English.

It has a community of Portuguese descendants, with their own language based on ancient Portuguese and with a strong connection to Portugal.

Ref.:

Edgar C. Knowlton, JR. The First two editions of Malaca Conquistada. Lisboa. 1992

Barbosa Machado 2, 250.

Inocêncio III, 52 e IX, 370: “Francisco de Sá de Menezes, Comendador da Ordem de Cristo, e natural da cidade do Porto. Depois de viúvo professou na Ordem de S. Domingos, entrando no Convento de Benfica, com o nome de Fr. Francisco de Jesus, e morreu piamente, segundo dizem, no ano de 1664. Sahiu em segunda edição com o seguinte título: Malaca conquistada: poema heroico. Antigamente impresso, agora reformado. Offerecido á real magestade d´el-rei D. Affonso VI nosso senhor. Lisboa, por Paulo Craesbeeck 1658. 4.º (Barbosa tem erradamente Pedro em logar de Paulo, e o mesmo erro se acha no pseudo Catalogo da Academia.) Colige-se do prologo respectivo que o auctor ía já adiantado em anos, quando empreendeu esta reimpressão do poema, no qual fez consideráveis mudanças e acrescentamentos: de modo que, só no primeiro livro dos dez que o compõem, tem de mais quatorze estâncias. Pelo que, a segunda edição é indubitavelmente preferivel á primeira. Os preços de uma e outra no mercado tem sido contudo os mesmos, valendo os exemplares de qualquer delas de 1:200 até 1:600 réis, quando bem tratados. ... José Maria da Costa e Silva o tinha em grande conta, e afirma que «pelo bem arquitectado de sua fabula, variedade e bem sustentado dos caracteres, movimento dramático, rica invenção dos seus episódios, formosura de suas descrições, e poesia verdadeiramente épica, lhe cabe de justiça o primeiro lugar entre os nossos épicos, depois de Camões». ... Um dos críticos, que não só pretende emparelhar este nosso epico com Luis de Camões, mas quase o julga superior, e considera a sua Malaca conquistada ao menos como a nossa segunda epopeia nacional, é Bartolomeu Soares de Lima Brandão. (V. nas suas Obras poéticas a nota a pag. 116).”

Referência: 1608PG001
Local: M-10-D-4


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