RUGENDAS, Maurice. HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

 
 

 
   

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KEMPIS, Thomas. GERSON, Joannis. [DE IMITATIONE CHRISTI, CESARE ARRIVABENUM, VENETIA, 1518]

Joannis gerson parisiensis cancellarii: doctorisq; moralissimi: de imitatione christi: de mundi: & omnium uanitatum contemptu: libri quatuor: in quibus totius humane ute series luculentissime absoluitur. Adiuncto isupe eiusdem auctoris: de meditatiõe cordis eximio tractatu. Nouissime post omnes impressiones ubiq; locorum excussas: collatis multis exemplaribus: affati recogniti: cunctisq: mendis & erroribus expurgati. [...]

[Colofon]: Finiunt libri quattuor Ioannis gerson: parisiensis cancellarii de mundi: & omnium uanitatum contemptu: una cum eiusdem elegâti tractatu de cordis meditatione. Nouissime post omnes impressiones ubi qz locorum excussas: affatim recogniti; cunctisq; mendis & erroribus expurgati. impressi uenetis suma diligentia per Caesarem arriuabenum venetum. Anno domini milesimo quigetesimo decimooctauo diero nono nouembris. [Caesare Arrivabenum, Veneza, 1518].

In 8º (de 14,2x10 cm).

Com 88 fólios (numeração romana II - LXXXVII (e último fólio 88 não numerado).

Encadernação do século XIX/XX inteira de pele ao gosto da época com ferros rolados a seco em ambas as pastas e na lombada.

Exemplar com ex-libis do famoso bibliofilo e bibliografo Victor Avila Perez; e com leves trabalhos de traça marginais sem afectar a parte gráfica.

Ilustrado com letras capitulares decorativas e a marca tipográfica do impressor no colofón.

Post-Incunábulo impresso em Veneza em 1518, há já quinhentos anos. Trata-se de uma das primeiras  edições impressas desta famosa obra do renascimento que foi impressa pela primeira vez por Gunther Zainer em Augsbourg (Alemanha), no ano de1473.

Avila Perez não menciona.

Palau não menciona (vide Tomo VI, pag. 271)

Brunet não menciona (vide Tomo II, pags 1555).

A Imitação de Cristo é uma obra devocional sobre a vida de Jesus, atribuída entre outros, ao monge copista Kempis ou ao chanceler da Universidade de Paris Jean Charlier de Gerson (1369-1429) . Foi escrita originalmente em latim e terá sido traduzida em português circa de 1468, por Frei João Álvares, Abade Comendador do Mosteiro Beneditino de Paço de Sousa, com o intuito de transmitir os seus ensinamentos aos frades do Mosteiro, de forma a manter intacta a disciplina monástica e o desapego do mundo. Esta vontade é expressa numa carta que acompanha o manuscrito que é enviado pelo Abade, ausente em Bruges em 1468, aos monges do seu mosteiro. A primeira edição em português impressa de que há notícia data de 1670, com tradução de Diogo Vaz Carrilho: “Imitação de Cristo que vulgarmente se intitula Contemptus Mundi, escripta em latim pelo Venerável Thomas de Kempis”. Lisboa, João da Costa. I

Inocêncio II. 177 , III, 217: “ IMITAÇÃO DE CHRISTO, obra «a mais bela que tem saído das mãos dos homens» na opinião do abbade Rahrbacher, e que traduzida em todas as linguas da Europa, contava, segundo o cálculo feito há já bastantes annos, para mais de mil e oitocentas edições! Longa e renhida controversia se levantou, e subsiste ainda na república litteraria acerca de quem seja o verdadeiro auctor deste livro, que no original latino se intitula Contemptus Mundi. Pretenderam uns attribui-lo ao chanceller da Universidade de Paris, João Gerson; outros a Fr. João Gersen, abade de Verceil; e outros finalmente a Thomás de Kempis, cónego regular de Santo Agostinho. Mais de cento e trinta obras têm sido escritas, com o fim de esclarecer esta questão bibliografica, porém o resultado de todo este trabalho é que o ponto pende indeciso, e se torna cada vez de resolução mais dificil. Tão poderosos são os argumentos que tem contra si qualquer dos pareceres que se tracte de abraçar! Vindo porém ao nosso principal intento, que é a enumeração das traducções, que em nossa linguagem se fizeram do Contemptus Mundi começarei por indicar a mais antiga, a que aludem alguns nossos bibliografos, e que segundo elles, foi impressa em Leiria, ainda no seculo XV. (Seria esta porventura a que se diz fizera Fr. João Alvares, secretário do Infante Santo D. Fernando?). António Ribeiro dos Sanctos menciona essa edição na sua Memoria para a hist. da Typ. Port. no século XV, ja por vezes citada; mas nem ele, nem algum outro declaram ter visto exemplar dela em local designado, nem memória de que o houvesse em tempo conhecido. Assim esta notícia pertence à classe das tradições incertas, e suspeitosas, de que o bibliógrafo consciencioso não pode tirar partido”.

 late incunabular printed in Venice, in the year 1518 (five hundred yeaers ago).

Binding: XIX/XX century full calf  in a contemporary replica.

Illustrated with woodcut capital letters and and a typographical device at the colofon.

The Imitation of Christ is a devotional book about the life of Jesus, attributed to the copyist monk Thomas of Kempis or to John Gerson was originally written in Latin. It has been translated into Portuguese circa 1468, by Frei João Álvares, Abbot of the Benedictine Monastery of Paço de Sousa with order to convey its teachings to the monks of the monastery and to regulate the monastic discipline and detachment from the world. This will is expressed in a letter accompanying the manuscript that is sent by the abbot, absent in Bruges in 1468, to the monks of his portuguese monastery. The first (known) portuguese printed edition is in 1670, translated by Diogo Vaz Carrilho.

Ref. Bibliog. Scrinium/Portugal: «The text knew a great popularity: a century after it was written, there were already about 800 copied manuscripts and about 100 printed editions in early 1500 (von Habsburg 2011: 1, 49-50). The first printed version dates to 1472 (Augsburg, Benedictine Abbey of St. Ulrich and Afra), just one year after the death of Kempis. At the time, there were copies both in Latin and in vernacular languages. The manuscript that contains the reference to the name of Thomas a Kempis (Finitus et completus anno domini m.cccc.xli. per manus fratris thome kempis in monte sacncte agnetis prope zwollis) is from 1441 and it is located at the Real Biblioteca de Bruxelas (MS 5855-61)».

Inocêncio II. 177, III, 217: "the most beautiful work that has gone out of the hands of men" in the opinion of Abbot Rahrbacher, and translated into all the languages of Europe, had, according to the calculation already more than eighteen hundred editions! Long and fierce controversy arose, and still subsists about who is the true auctor of this book, which in the original Latin is entitled Contemptus Mundi. The oldest translation to Portuguese, according to some of our bibliography was printed in Leiria, still in the 15th Century”.

Referência: 1710JC008
Local: M-4-D-39


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