RUGENDAS, Maurice. HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

 
 

 
   

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ENCADERNAÇÃO ARTÍSTICA ARMORIADA DA CASA REAL- SÉC. XVIII - DIAS AZEDO, Mathias José. ARCHITECTURA MILITAR DE ANTONI.

TRADUZIDA DO ITALIANO, para se explicar na Academia Real de Fortificação, Artelharia, e Desenho, DEDICADA AO SERENISSIMO SENHOR D. JOAÕ PRINCEPE DO BRASIL. POR MATHIAS JOSE" DIAS AZEDO, Capitaõ de Infantaria, com exercicio de Engenheiro, e Lente do primeiro anno da sobredita Academia. TOMO I. [e único publicado]. Em que se trata da Fortificação Regular, LISBOA: Na Typographia Regia Silviana, ANNO M.DCC.LXXXX. [1790].

In 8º (de 17,5x11 cm) com [14], 272, [8] pags.

Encadernação artística da época inteira de pele marroquin vermelho com finos ferros a ouro rolados nas pastas e na lombada, e com super-libris armoriado (escudo com as armas reais de Portugal) em ambas as pastas.

Corte das folhas dourado e lavrado a buril; as folhas de guarda em papel decorativo da época.

Ilustrado com 23 estampas desdobráveis em extratexto.

Belo exemplar em papel de linho encorpado, muito alvo, e sonante; magnificamente encadernado em marroquin vermelho com as Armas Reais de D. Maria I, gravadas a ouro em ambas as pastas.

Sousa Viterbo, in Diccionario Historico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Constructores Portuguezes [...] Lisboa, Imprensa Nacional, 1899, refere o autor (pags. 76 a 78), no entanto não refere esta obra, mas sim a edição da obra de 1796, também impressa na Regia Officina Silviana, com o título: «Compendio militar, escripto segundo a doutrina dos melhores autores, para instrucção dos discipulos da Academia Real de Fortificação, Artelharia e Desenho. [...] Terceira parte que trata dos elementos da Tactica. Lisboa, Na Regia Officina Silviana, 1796; bº gr. de viii-xv-291 pags. As partes primeira e segunda, prometidas para depois, nunca chegaram a aparecer». 

Inocêncio (VI, 160, XVII, 15) menciona a obra. No entanto nem Inocêncio, nem Brito Aranha a viram fisicamente, pelo que atribuem a autoria a outro militar: «Creio ser também sua a traducção de algum, ou alguns dos tomos da Architectura Militar de Antoni, impressa em 1790 para servir de compendio aos alumnos da Academia sobredita. (V. Pedro Joaquim Xavier.)».

Este único volume publicado da obra de Dias Azedo, segundo a arquitectura militar de Antoni, poderá resumir de outra forma o que se encontra nos 6 tomos da obra de Pedro Joaquim Xavier; a qual também é uma obra muito rara, da qual se conhece apenas um exemplar na Biblioteca da Guarda Nacional Republicana.

A obra de Dias Azedo contém as seguintes partes gerais, nomeadamente: Parte I. Das fortificações dos polígonos regulares. Parte 2. Como e em que parte do corpo da praça se podem acrescentar as defesas. Parte 3. As obras exteriores que se fazem além do grande fosso. Parte 4. Dos desenhos da fortificação. Parte 5. Dos edifícios à prova de bomba. As 23 gravuras apresentam todos os planos para a construção do exterior e do interior destas fortificações em forma geométrica de estrela, introduzidas por Vauban, e adoptadas em Portugal por muitos marechais como por exemplo o Conde de Lippe.

Inocêncio VI, 160: «MATHIAS JOSÉ DIAS AZEDO, nascido 1758. Morreu 1821 […] Eis aqui a nota extraída dos assentos que a seu respeito existem na secretaria do Comando Geral do Corpo de Engenheiros […] : Assentou praça aos 22 anos em 11 de Março de 1780. Promovido a primeiro Tenente de infantaria com exercício de engenheiro, por decreto de 2 de Junho de 1783. Capitão com o mesmo exercício em 10 de Dezembro de 1789. Major com o mesmo exercício em 4 de Abril de 1795. Tenente coronel em 4 de Maio de 1800. Coronel em 23 de Maio de 1801, pelo merecimento, inteligência e valor com que se houve no governo e defesa da praça de Campo Maior. Brigadeiro em 3 de Julho de 1801. Marechal de Campo aos 7 de Julho de 1810. Tenente General em 10 de Julho de 1813.» Foi muitos anos Lente da Academia Real de Fortificação; Comandante Geral do corpo de Engenheiros desde 16 de Dezembro de 1810 até o seu falecimento: Inspector do Arquivo Militar em 21 de Fevereiro de 1812: Encarregado da inspecção das Linhas de Defesa da capital [Linhas de Torres] e praça de Peniche em 3 de Junho de 1814, e novamente em 27 de Dezembro de 1816, Membro da Junta do Código Penal Militar, por decreto de 17 de Maio de 1816, servindo até 20 de Fevereiro de 1820, dia em que foi concluído o projecto do mesmo código, mandado pôr em execução por alvará de 17 de Agosto de 1820; Conselheiro da Guerra por decreto de 17 de Dezembro de 1817, Membro do Governo Provisório aclamado em Lisboa em 15 de Setembro de 1820, e depois Secretario da Junta Provisional do Governo Supremo, desde o 1.º de Outubro desse ano até 26 de Janeiro do ano seguinte, Inspector das fortificações do Reino por portaria da mesma Junta do 1.° de Janeiro de 1821. Gozou no seu tempo créditos de muito instruído, não só nos diversos ramos da ciência e profissão militar, mas também nos de belas-letras, e passava por ser muito bom poeta. O que existe porém publicado em seu nome, limita-se ao seguinte: Compendio militar, escripto segundo a doutrina dos melhores auctores, […] Regia Offic. Silviana 1796. […] Creio ser também sua a tradução de algum, ou alguns dos tomos da Architectura Militar de Antoni, impressa em 1790 para servir de compendio aos alunos da Academia sobredita. (V. Pedro Joaquim Xavier.)».

Inocêncio XVII, 15: «Nos papeis da inquisição, relativos ao ano de 1802, devem existir alguns esclarecimentos acerca deste poeta e professor, pois consta que ele, nessa época, por circunstancias que talvez possam avaliar-se bem á vista de seus depoimentos, denunciou-se àquele tribunal como «pedreiro livre». Ainda não pude ver tal processo».

Inocêncio VI, 414 e 415: «PEDRO JOAQUIM XAVIER, Capitão e depois Major do corpo de Engenheiros, Lente da Academia Real de Fortificação, Artilheria e Desenho. E. 295) Architectura militar de Antoni, traduzida do italiano. para se explicar na Academia Real de Fortificação, etc. Lisboa, na Regia Offic. Typ. 1790. 8.º 6 tomos, com estampas. Eis aqui a distribuição das materias comprehendidas n"estes seis tomos: 1.º Fortificação regular. 2.º Ataque e defensa das praças. 3.º Principios fundamentaes da fortificação. 4.° Fortificação irregular. 5.° Fortificação effectiva. 6.º Ataque e defensa de qualquer reducto presidiado, e o mais que diz respeito á construcção, ataque e defensa das fortificacões de campanha. Esta obra, que por mais de quarenta anos serviu de texto nas lições do curso da Academia sobredita, teve ao todo três edições, de que a última foi feita na Imp. Regia, 1818 1819. Creio que nem toda a tradução pertence a Pedro Joaquim Xavier, e que para ela concorreram Mathias José Dias Azedo, e outros lentes que eram da Academia por aquele tempo».

Referência: 1711JC013
Local: M-10-D-29

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